“Foi uma batalha árdua, mas finalmente chegamos a uma decisão justa e agora é só aguardar a marcação de uma nova data para a extradição. Acompanhamos todo esse processo e conseguimos sensibilizar o governo italiano sobre a importância de Pizzolato cumprir sua pena no Brasil”, comemorou nesta terça-feira a deputada ítalo-brasileira Renata Bueno, ao comentar a decisão de Conselho de Estado da Itália de negar o último recurso do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e 7 meses de prisão no processo do mensalão, que tentava evitar sua extradição para o Brasil.
Renata, que acompanhou o andamento do julgamento do último recurso do mensaleiro, recebeu a notícia da extradição do advogado Giuseppe Albenzio, que representa do governo da Itália. Pizzolato fugiu do Brasil em 2013 para escapar da prisão e entrou na Itália com um passaporte falso. Em 2014 acabou sendo preso. “Superamos a última instância da justiça administrativa do país europeu. Agora o ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando, deve marcar uma nova data para a extradição. Ainda cabe à defesa do condenado um recurso à Corte Europeia de Direitos Humanos, sediada em Estrasburgo, na França. Mas existe a possibilidade de, mesmo com o recurso, ele ser extraditado, podendo recorrer já preso no Brasil”, completou a parlamentar. O julgamento final “O advogado do governo da Itália e os representantes do governo brasileiro apresentaram toda a documentação que assegura e garante as mínimas condições dentro do sistema carcerário brasileiro para Henrique Pizzoltato. Dessa forma, a defesa de Pizzolato não teve muito espaço para se manifestar porque o presidente do Conselho de Estado deixou muito claro que iria tratar somente do mérito da questão. Nesse sentido, não abriu brecha para que se tratasse da nova incriminação de Pizzolato pela Justiça italiana, relacionada ao uso de documentação falsa para o ingresso no país, o que poderia atrapalhar a extradição”, explicou a deputada. A decisão do conselho rejeitou uma decisão provisória proferida em junho em favor de Pizzolato que suspendeu o processo de extradição. Parlamentar acompanhou todo o caso Eleita na América do Sul para representar a comunidade italiana da região no Parlamento da Itália, Renata Bueno acompanhou desde o princípio o desenrolar do caso Pizzolato. Logo após sua fuga, em novembro de 2013, e as primeiras notícias de que ele poderia estar escondido no país, ela procurou as autoridades policiais italianas e a Interpol para pedir empenho nas buscas ao condenado no processo do mensalão. O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil acabou sendo preso no dia 05 de fevereiro de 2014 da cidade de Maranello (a 322 km de Roma), no norte da Itália. A partir daí, a parlamentar começou a acompanhar todo o processo de julgamento e de extradição de Pizzolato. “Acompanhamos a prisão, a primeira decisão da Corte de Bolonha e o recurso na Corte de Justiça, que validou a extradição plena, inclusive determinado a prisão imediata dele. Durante todo esse processo, tivemos em contato com os magistrados mostrando a importância política desse caso para o Brasil. Relatamos que se tratava de um escândalo de corrupção muito grande, num processo de durou vários anos, e que resultou na condenação em último grau de vários réus, sendo que só Pizzolato, que fugiu para a Itália, estava solto”, explicou Renata Bueno. Depois dessa etapa, a parlamentar atuou junto ao governo da Itália e manteve diversos contatos com o ministro da Justiça, Andrea Orlando, que deu a palavra final para a extradição e colocou Pizzolato a disposição da Justiça brasileira. Com o julgamento do último recurso, resta agora a marcação de uma nova data para a extradição.
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