França mantém Macron no poder e alivia tensões na Europa

25 de abril de 2022

Os franceses foram às urnas no último domingo (24) para decidir se Emmanuel Macron, pró-União Europeia, continuaria no poder ou seria destituído por Marine Le Pen, representante da extrema direita. O resultado confirmou o esperado: Macron segue como presidente da França por mais cinco anos. Uma ótima notícia, que representa alívio aos demais países europeus, principalmente devido ao cenário já incerto diante da guerra na Ucrânia.

Por exercer um papel de pacificador entre os países, a permanência de Macron no poder garante a união e segurança econômica da Europa. Além disso, em campanha, ele disse duas vezes que seu projeto é transformar a França em uma nação ecológica – atitude que vai de encontro com a maior necessidade global, a sustentabilidade.

Contudo, a diferença percentual nas urnas acende um sinal de alerta para o avanço da extrema direita no país. Em 2017, quando Macron e Le Pen se enfrentaram no segundo turno, ele teve 66% dos votos e ela 34%. Agora, ele foi reeleito com apenas 58,55% dos votos, contra 41,45% da rival – a votação mais expressiva da extrema direta na França. Após admitir a derrota, Le Pen afirmou que o resultado ainda é uma vitória para o seu movimento político, o qual não podemos deixar crescer.

A candidata de extrema-direita propôs em campanha excluir os estrangeiros dos auxílios sociais e defendeu o abandono do comando integrado da Otan e a redução dos poderes da União Europeia. Além disso, Le Pen prometeu medidas que colocariam em risco a livre circulação de pessoas e mercadorias na UE. Por pouco não retrocedemos.

Mas agora precisamos olhar para frente. Macron promete governar para todos – oferecendo, inclusive, impactos positivos na vida de outras 400 milhões de pessoas nos países da União Europeia. Tenho certeza de que a França está em boas mãos e que essa vitória garante a segurança institucional e econômica da UE.

*Renata Bueno é advogada internacionalista e política brasileira. Foi eleita vereadora de Curitiba (PR) pelo Cidadania no ano de 2009 e, mais tarde, entre 2013 e 2018, atuou como deputada do Parlamento da República Italiana pela União Sul-Americana dos Emigrantes Italianos.

Mais Posts