A participação da força expedicionária brasileira na Liberação da Itália

A participação da força expedicionária brasileira na Liberação da Itália

In occasione della celebrazione del 71esimo anniversario della Liberazione dell’Italia dalla dittatura nazifascista, segnaliamo il film ROAD 47. In questo film si racconta la storia dei 25 mila militari brasiliani della Feb, Força expedicionaria brasileira che lottarono in Italia a fianco degli Alleati nell’inverno del 1944-45.

Homenagem a Força Expedicionária Brasileira
de FABIO BARBIERO 25 DE ABRIL DE 2016

Hoje aqui na Italia é festejado um dos feriados mais importantes do calendário nacional, pois se comemora o aniversário da Liberazione d’Italia.


No dia 25 de abril de 1945, o Comitê de Libertação Nacional da Alta Italia (CLNAI), grupo formato para resistir ao nazi-fascismo e libertar o país das mãos do ditador Benito Mussolini, em uma reunião histórica na cidade de Milano declarou oficialmente:

«Il Comitato di Liberazione Nazionale Alta Italia, oggi 25 aprile, in nome del popolo e dei volontari della libertà e delegato del solo governo legale italiano, ha assunto i poteri di governo»

Traduzindo:

“O Comitê da Libertação Nacional da Alta Italia, hoje 25 de abril, em nome do povo e dos voluntários da liberdade e delegado do somente governo legítimo italiano, assumiu os poderes de governo”
Este anúncio levou a todos os partigiani (pessoas contrárias ao regime fascista) de toda a Italia a insurgir e enfrentar os covardes alemães e italianos das tropas nazi fascistas, forçando-os a se render e/ou fugir do nosso território.

PAPEL DA FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA NA ITALIA
Mas o que poucas pessoas conhecem é a história de 25.334 grandes homens – heróis brasileiros e grandes patriotas – que fizeram parte do grupo de combatentes da FEB – Força Expedicionária Brasileira, desembarcando em setembro de 1944 no vale do rio Serchio que fica no norte de Pisa.

Heróis saídos dos mais diferentes locais do Brasil e que suportaram até 20 graus negativos de temperatura de Pisa a Bologna, tendo papel determinante na libertação de importantes cidades toscanas e emilianas como Massarosa, Camaiore, Monte Prano, Monte Aculto, Galiano, Barga, San Quirino, Monte Castelo, La Serra, Castelnuovo, Soprassasso, Montese, Paravento, Zocca, Marano su Parano, Collechio e Fornovo.

Destes 25.334 grandes homens sob o comando do General João Baptista Mascarenhas de Moraes – tombaram nas verdes planícies toscanas em cumprimento do dever 467 filhos da pátria amada e mãe gentil.

Homens que caíram por um ideal que, mesmo sob forte bombardeio inimigo, permaneceram firmes entoando o Hino Nacional Brasileiro na Catedral de Pisa em 1944:

Em memória a estes heróis, foi inaugurado na cidade de Pistoia um cemitério militar brasileiro e também um monumento para lembrarmos para sempre a coragem e determinação dos brasileiros.

No dia 2 de dezembro de 1944 o Capelão Militar da FEB Noé Pereira benzeu os corpos de cerca de 70 combatentes brasileiros, sepultados nas vizinhanças da Igreja de SAN ROCCO, em Pistoia.

Nascia então aqui na Italia o único Cemitério Militar Brasileiro criado fora da América do Sul.

Ao término do conflito, o General Mascarenhas de Moraes preocupou-se em recolher os corpos dos soldados brasileiros enterrados em outros cemitérios aliados, reunindo-os em Pistoia.

Em 22 de Dezembro de 1960, foi inaugurado no Rio de Janeiro o “MONUMENTO AOS MORTOS DA II GRANDE GUERRA”, e para ali foram levados os restos mortais dos combatentes brasileiros que estavam enterrados em Pistoia.

Em junho de 1966, no mesmo terreno onde situava-se o Cemitério Militar de Pistoia, foi erguido o “MONUMENTO VOTIVO MILITAR”, obra do arquiteto Olavo Redig de Campos.

Já tive a honra e o privilégio de conhecer o monumento, que possui uma plataforma central, onde se encontram o mastro principal, a chama perpétua e os restos mortais de um soldado brasileiro desconhecido, recuperado 22 anos após o término da guerra.

Sua sepultura situa-se em frente à chama perpétua com a seguinte inscrição:

“Sò Deus sabe o seu nome“.

Atrás desta plataforma, existe um lago e um imenso muro, onde estão gravados os nomes dos 465 combatentes mortos. Ao centro, a seguinte inscrição:

“Esta terra sagrada foi sepultura dos soldados brasileiros mortos no campo da honra pela dignidade da pessoa humana. MCMXLV”

“Seus nomes estao gravados nesta pedra para eterna memória dos homens. MCMLXVI”
Vejam algumas fotos que fiz por lá:

Placa no centro de Pistoia indicando o caminho para o monumento

Placas de homenagem à FEB


Tumulos das sepulturas que conservaram por 15 anos os restos mortais dos soldados