A deputada ítalo-brasileira Renata Bueno afirmou nesta terça (28) que vai estudar medidas que provoquem uma manifestação do governo da Itália sobre a decisão da Justiça daquele país de negar a extradição de Henrique Pizzolato para o Brasil. A Corte de Bolonha, onde o caso estava sendo julgado, também decidiu soltá-lo. Para Bueno, é preciso que o governo diga o que pensa sobre a decisão e se pretende contestá-la.
Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão no caso do Mensalão e fugiu em novembro passado para a Itália usando um passaporte falso. Em fevereiro deste ano ele foi descoberto pela Polícia em Maranello, na casa de parentes. Pizzolato tem cidadania italiana, além da brasileira.
“Estudo com advogados aqui da Câmara dos Deputados da Itália quais medidas podem ser tomadas e que tipo de questionamento farei ao Governo por meio do Ministério da Justiça. É preciso que a Itália, seja seu primeiro-ministro, seja o presidente, se manifeste sobre a decisão da Corte de Bolonha”, afirmou Renata Bueno. Ela lamentou a não extradição do condenado do Mensalão.
“O Brasil esperava a extradição de Pizzolato para que ele cumprisse sua pena no Brasil, onde foi condenado. Seu estado de saúde, o fato de ser italiano e dúvidas quanto à inviolabilidade dele em prisões no Brasil, entretanto, pesaram na decisão dos juízes que analisam o caso”, disse a parlamentar, a primeira nascida no Brasil a ocupar uma cadeira na Câmara italiana. Para Renata, não haveria obstáculos para Pizzolato cumprir pena no Complexo da Papuda ou em algum presídio catarinense, como defendia o governo brasileiro ao requerer sua extradição. “No Brasil ele teria as mesmas garantias que tem na Itália. Na minha opinião a decisão da Corte de Bolonha foi equivocada”, afirmou.
FOTO: DIÁRIO DO GRANDE ABC



