Minha luta contra a taxa abusiva na cidadania italiana

Nesta semana, o Parlamento Italiano está discutindo a aprovação da lei orçamentária, que inclui uma proposta de emenda polêmica: o aumento da taxa para solicitação de cidadania “jus sanguinis” para 600 euros, cobrada de forma individual. Se aprovada, essa mudança impactará diretamente os descendentes de italianos, incluindo milhares de brasileiros que buscam o reconhecimento de sua cidadania.

Desde que tomei conhecimento dessa proposta, que foi adicionada ao projeto orçamentário sem um amplo debate no governo, tenho me mobilizado para impedir sua aprovação. Entrei em contato com colegas das comissões de Justiça e Orçamentária, alertando sobre os impactos desse aumento e solicitando a supressão desse parágrafo. Essa taxa, da forma como foi apresentada, representa um obstáculo financeiro significativo para muitas famílias que têm o direito à cidadania italiana. Precisamos garantir que a lei seja justa e acessível a todos.

Caso a emenda seja aprovada, não pretendo desistir. Vou continuar lutando, inclusive por vias judiciais, para barrar essa alteração. É um direito legítimo dos descendentes de italianos, e estou comprometida em proteger esse direito.

Além do impacto financeiro, a proposta levanta dúvidas sobre como seria implementada em países com grande número de descendentes, como o Brasil. Milhares de cidadãos recorrem ao “jus sanguinis” para obter a cidadania italiana, e uma mudança como essa pode inviabilizar o acesso para muitos.

Seguirei acompanhando o desenrolar dessa votação no Parlamento, sempre atenta e determinada a preservar o direito à cidadania para aqueles que têm esse reconhecimento garantido por lei. Não vamos desistir.

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