22/08/2022
Ao contrário do Brasil, na Itália o voto é facultativo, porém a Constituição italiana prevê que os cidadãos com dupla cidadania residentes no exterior tenham o direito ao voto por meio das Circunscrições no Exterior. Para representar essa parcela da população, as eleições deste ano, que acontecem no próximo dia 25 de setembro, terão duas vagas para estrangeiros da América do Sul ao Parlamento e uma ao Senado.
Renata Bueno, primeira brasileira a ser eleita no Parlamento da Itália, busca a reeleição pela chapa Unione Sudamericana Emigrati Italiani (USEI), uma união de emigrantes que trabalha pelos direitos das comunidades italianas em todo o mundo. Em 2013, quando foi eleita pela primeira vez, Renata alcançou 20 mil votos.
Entre as conquistas do primeiro mandato, a ítalo-brasileira destaca a exportação da Lei Rouanet, hoje artigo número um da cultura italiana que possibilitou a reforma do Coliseu, um dos principais monumentos na Itália. “Levamos a Lei Rouanet do Brasíl à Itália, então hoje o empresário pode também financiar bens públicos em território italiano”, diz.
Para o novo mandato, as principais propostas de Renata Bueno são voltadas à educação, como o reconhecimento de diplomas universitários e duplo diploma entre a Itália e os países da América do Sul; e o apoio a parcerias entre universidades públicas e privadas da Itália e demais países da circunscrição, fomentando o intercâmbio entre empresas.
Além disso, a candidata também defende eliminar incondicionalmente qualquer limite de geração para o reconhecimento da cidadania italiana, inclusive por linha materna e para os trentinos, e garantir atendimento digno e eficiente nos consulados italianos da circunscrição, levando ao Ministério competente novas soluções, como o aumento de pessoal e treinamento específico para melhoria do atendimento ao público.
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Fonte: Jatainews.



