Por: Assessoria da parlamentar
A deputada ítalo-brasileira no parlamento italiano, Renata Bueno, acompanhou nesta terça-feira (23/06) o julgamento do último recurso na Itália do ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e 7 meses de prisão no processo do mensalão. “Espero que o Conselho de Estado mantenha a decisão já tomada pelo Tribunal Administrativo Regional da Província do Lácio e rejeite recurso, confirmando a decisão soberana da Justiça italiana de extraditar Pizzolato”, disse a deputada. A audiência com a defesa do mensaleiro e os advogados do governo italiano aconteceu na manhã de hoje e o resultado deve sair no final da noite ou na manhã desta quarta-feira.O recurso suspendeu a decisão da Itália de permitir a extradição de Pizzolato a partir do dia 15 de junho. “O ideal é que logo após a decisão, em caso de rejeição do recurso, o governo brasileiro providencie imediatamente a extradição do condenado no mensalão”, afirmou Renata Bueno. A parlamentar explicou ainda que Pizzolato ainda pode lançar mão de um último recurso, desta vez na Corte de Direitos Humanos da União Europeia. “Se ele entrar com esse recurso pode ser que a extradição seja suspensa de novo. Aí já saiu da esfera italiana e entra na esfera europeia. E, se suspender, corremos o risco da extradição não acontecer”, explicou a deputada. Parlamentar acompanhou todo o caso Eleita na América do Sul para representar a comunidade italiana da região no Parlamento da Itália, Renata Bueno acompanhou desde o princípio o desenrolar do caso Pizzolato. Logo após sua fuga, em novembro de 2013, e as primeiras notícias de que ele poderia estar escondido no país, ela procurou as autoridades policiais italianas e a Interpol para pedir empenho nas buscas ao condenado no processo do mensalão. O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil acabou sendo preso no dia 05 de fevereiro de 2014 da cidade de Maranello (a 322 km de Roma), no norte da Itália. A partir daí, a parlamentar começou a acompanhar todo o processo de julgamento e de extradição de Pizzolato. “Acompanhamos a prisão, a primeira decisão da Corte de Bolonha e o recurso na Corte de Justiça, que validou a extradição plena, inclusive determinado a prisão imediata dele. Durante todo esse processo, tivemos em contato com os magistrados mostrando a importância política desse caso para o Brasil. Relatamos que se tratava de um escândalo de corrupção muito grande, num processo de durou vários anos, e que resultou na condenação em último grau de vários réus, sendo que só Pizzolato, que fugiu para a Itália, estava solto”, explicou Renata Bueno. Depois dessa etapa, a parlamentar atuou junto ao governo da Itália e manteve diversos contatos com o ministro da Justiça, Andrea Orlando, que deu a palavra final para a extradição e colocou Pizzolato a disposição da Justiça brasileira. Agora, resta um último recurso na Itália.



