A deputada ítalo-brasileira Renata Bueno afirmou nesta quarta-feira (10/06) que espera agilidade das autoridades brasileiras para viabilizar já na próxima semana a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. O governo italiano autorizou a extradição a partir de segunda-feira (15) e o Brasil tem um prazo de 20 dias para providenciar o traslado do condenado. “Como a defesa de Pizzolato ainda não entrou com o último recurso possível na Itália, que é junto ao Conselho de Estado, o Brasil tem todas as condições de agilizar os preparativos para a extradição. Esperamos que isso seja feito rapidamente até porque é muito remota a chance da defesa dele conseguir uma nova decisão que altere o prazo estabelecido pelo governo italiano”, afirmou Renata Bueno. Pizzolato foi condenado a uma pena de 12 anos e 7 meses de prisão no julgamento do mensalão pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Na semana passada, o Tribunal Administrativo Regional de Lácio, em Roma, negou pedido da defesa do ex-diretor do Banco do Brasil e confirmou a extradição. Parlamentar acompanhou todo o caso Eleita na América do Sul para representar a comunidade italiana da região no Parlamento da Itália, Renata Bueno acompanhou desde o princípio o desenrolar do caso Pizzolato. Logo após sua fuga, em novembro de 2013, e as primeiras notícias de que ele poderia estar escondido no país, ela procurou as autoridades policiais italianas e a Interpol para pedir empenho nas buscas ao condenado no processo do mensalão. O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil acabou sendo preso no dia 05 de fevereiro de 2014 da cidade de Maranello (a 322 km de Roma), no norte da Itália. A partir daí, a parlamentar começou a acompanhar todo o processo de julgamento e de extradição de Pizzolato. “Acompanhamos a prisão, a primeira decisão da Corte de Bolonha e o recurso na Corte de Justiça, que validou a extradição plena, inclusive determinado a prisão imediata dele. Durante todo esse processo, tivemos em contato com os magistrados mostrando a importância política desse caso para o Brasil. Relatamos que se tratava de um escândalo de corrupção muito grande, num processo de durou vários anos, e que resultou na condenação em último grau de vários réus, sendo que só Pizzolato, que fugiu para a Itália, estava solto”, explicou Renata Bueno. Depois dessa etapa, a parlamentar atuou junto ao governo da Itália e manteve diversos contatos com o ministro da Justiça, Andrea Orlando, que deu a palavra final para a extradição e colocou Pizzolato a disposição da Justiça brasileira. Por Assessoria Parlamentar PPS

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