Em meio a tensões, Itália dá boas-vindas à nova primeira-ministra

23/10/2022 *Por Renata Bueno

Giorgia Meloni foi empossada como a primeira mulher no cargo de primeira-ministra da Itália no último sábado, dia 22 de outubro, ao lado de seu colégio de ministros, dizendo estar muito entusiasmada em começar imediatamente os trabalhos. Contudo, apesar do processo de montagem do poder executivo ter sido rápido para os padrões italianos, tensões internas já demonstram um início de governo estremecido.

Nos dias que antecederam a posse, Silvio Berlusconi, presidente do partido Forza Italia, que faz coalização com o Fratelli d’Italia, de Meloni, criou uma saia justa para a nova chefe de governo ao revelar apoio ao presidente russo durante a guerra. Em contrapartida, a atual premiê afirmou que quem não se alinhar à União Europeia e à Otan não poderá fazer parte do governo.

Ainda assim, seguindo a sugestão de Berlusconi, Meloni nomeou Tajani, ex-presidente do Parlamento Europeu, para o ministério de Relações Exteriores. Este, por sua vez, veio a público e garantiu que é totalmente a favor da Organização do Tratado do Atlântico Norte e contra a invasão da Rússia à Ucrânia.

A atual premiê criou ainda o cargo de ministro das Relações com a União Europeia, concedido a Raffaele Fitto, que atuou como deputado do parlamento italiano junto comigo, em 2013. Ele será responsável por discutir os recursos do PNRR, fundamentais para o atual cenário econômico da Itália. Plena adesão ao processo de integração europeia, com a perspectiva de uma UE mais política e menos burocrática estão ente os principais pontos do plano de governo.

Para quem gosta de política e almeja bons resultados, a postura de Meloni representa esperança. Bem ou mal, há tempos a Itália não tinha um governo eleito de forma direta pela população, e essa vitória democrática tende a dar mais estabilidade força à Itália.  

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