Embora a atividade de proteção e valorização do patrimônio cultural seja de responsabilidade do Estado italiano, a insuficiência de recursos públicos para esses fins é notória. Sendo assim, em 2014, Renata Bueno, eleita na América do Sul pela Circunscrição Eleitoral do Exterior ao Parlamento italiano (2013-2018), apresentou o projeto de lei Pró Cultura, iniciativa similar à brasileira “Lei Rouanet”, visando o incentivo e o aumento das doações privadas a favor da cultura e do entretenimento, em troca de crédito tributário.
A ideia para o projeto surgiu logo quando Renata chegou ao Parlamento e se deparou com um corte de 70% no fundo de cultura da época, resultado da crise econômica que a Itália vinha enfrentando. Conhecendo a Lei Rouanet do Brasil, a parlamentar pôde captar sua essência e transcrevê-la para à realidade da legislação italiana, protocolando um projeto que se tornou o primeiro artigo do Decreto da Cultura em 2015.
O decreto foi tão bem aceito que, em pouco tempo, já colocaram o Coliseu para ser reformado. E não apenas ele, diversos outros patrimônios históricos e artísticos importantes desse grande museu a céu aberto que é a Itália foram revitalizados e estão sendo bem conservados até hoje com base nessa lei. No total, a Itália tem 47 patrimônios reconhecidos pela Unesco, 4700 museus, 200 sítios arqueológicos e a maior coleção de obras de arte do mundo.



