Como todos vocês sabem, ontem, finalmente, concluiu-se o último episódio do caso do condenado do Mensalão, Pizzolato. Sei que muitos brasileiros, mas sobretudo os que têm dupla cidadania, seguiram com atenção os desenrolar-se de eventos, recursos, reformulações e confirmações nas diversas instâncias judiciais, que tornaram longo e tenso este caso. De fato, desde sua fuga para Itália, em novembro de 2013, e o alarme de que ele poderia estar escondido no País, procurei as autoridades policiais italianas e a Interpol para pedir empenho nas buscas do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil. A partir daí, acompanhei cada passo do processo de julgamento e de extradição em contato com os magistrados, mostrando a importância política deste caso para o Brasil e, depois, atuando junto ao governo da Itália, especialmente na pessoa do ministro da Justiça, ao qual cabia a palavra final sobre a extradição. Na Itália, sofri oposição política por parte de um grupo de senadores que se organizaram contra a concessão da extradição, colocando entre os motivos a cidadania italiana que Pizzolato possuía. Da minha parte, foi justamente em defesa do valor da dupla cidadania, do fato de ser portador do “passaporte vermelho”, que me dediquei à causa: porque a dupla cidadania não pode servir de escudo para proteger criminosos. Na minha qualidade de parlamentar que representa os italianos na América do Sul e os brasileiros com dupla cidadania, minha luta foi exatamente no sentido de honrar este passaporte que, bem longe de ser um símbolo de impunidade, é um orgulho para a nossa comunidade. Com a extradição do único condenado impune do processo do mensalão, ao mesmo tempo em que foi feita justiça para o povo brasileiro, foi defeso o valor da dupla cidadania. Por isso, sinto-me satisfeita de ter cumprido minha missão, em nome de todos os brasileiros e, sobretudo, dos que possuem cidadania. Por Assessoria Parlamentar 23 de outubro de 2015

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