A deputada ítalo-brasileira Renata Bueno resolveu indagar oficialmente o Governo italiano, apesar da Embaixada da Itália, com declaração publicada no site do Ministério dos Exteriores em data 25 de março de 2016, ter desmentido a notícia do pedido de asilo do Lula à Itália, publicada pela revista VEJA no dia anterior (http://veja.abril.com.br/multimidia/video/o-plano-secreto-de-fuga-de-lula). A revista da editora Abril divulgou, colocando-a também como matéria de capa, a notícia de que existiria um plano secreto de Lula de pedir asilo como perseguido político na Itália, em razão da dupla cidadania de que sua família goza. A parlamentar resolveu hoje esclarecer definitivamente a notícia através de Consulta Parlamentar, a ferramenta mais adequada para indagar formalmente se o Governo italiano tem algum conhecimento do caso. Vale salientar que a deputada tomou esta inciativa com a única intenção de deixar tranquilos os muitos eleitores ítalo-brasileiros que se dirigiram a ela pedindo esclarecimentos, e não porque exista suspeita de que a referida informação tenha circulado na Itália. Como no caso Pizzolato, a deputada não deixará de se comprometer em primeira pessoa para garantir que a justiça seja cumprida no Brasil e na Itália, mesmo tendo certeza de que “se um dia o pedido de asilo do Ex-presidente à Itália fosse confirmado, o País nunca aceitaria de acolher em seu território uma pessoa indagada por corrupção”. “De fato, a Itália já se demonstrou um grande exemplo de justiça no julgamento do caso Pizzolato, autorizando sua extradição apesar do condenado também possuir cidadania italiana”, afirmou a deputada, líder do Grupo USEI. Por fim, a deputada Bueno defende que “a improbabilidade desta notícia é confirmada pelo precedente e notório caso Battisti, cuja extradição foi na época negada pelo próprio Lula. O Ex-presidente é responsável do atual regime de liberdade do condenado italiano, que, inclusive, é muito próximo do Partido dos Trabalhadores (PT)”. Quando a interrogação for apresentada no Parlamento italiano o texto será publicado e compartilhado nas redes, assim como a esperada resposta do Governo italiano.

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