QUEM É A PRIMEIRA DEPUTADA ÍTALO-BRASILEIRA ELEITA PELA CIRCUNSCRIÇÃO AMÉRICA MERIDIONAL

Jovem, 37 anos, filha de Rubens Bueno e Rosemaria Eitelwein Bueno, Renata Bueno nasceu em Brasília, no dia 10 de novembro de 1979. Desde cedo seguiu os passos do pai, político paranaense, Líder da Bancada do Partido Popular Socialista (PPS) do Congresso Nacional no Brasil. Renata é a filha do meio e tem dois irmãos. Militante do PPS, o ambiente político a cativou e a cooptou naturalmente.

Em 2002 tornou;se Bacharel em Direito pela Universidade Tuiutí do Paraná. Daí para frente, o sangue político aliado a vontade de aperfeiçoamento em leis estrangeiras falou mais alto e ela decolou. Com dupla cidadania, foi para Itália atrás de seus sonhos. Especializou-se em Diritti Umani e Dialogo Interculturale nella Università Degli Studi di Padova e se tornou Mestre in Diritto Dell”Integrazione e Unificazione del Diritto nel Sistema Giuridico Romanistico – Diritti Europei e Diritto Lattino Americano nella Universitá degli Studi di Roma “Tor Vergata”. Atualmente faz Doutorado no mesmo tema, sempre a “Tor Vergata”, na cidade eterna, Roma.

Militante partidária desde os 16 anos, sempre acompanhou a vida pública de seu pai e coordenou vários projetos políticos. Quando retornou da Itália para o Brasil concorreu ao cargo de Deputada Federal nas eleições de 2006.

Dois anos depois alcançou a vaga de vereadora na Câmara Municipal de Curitiba, iniciando seu primeiro mandato em 1º de janeiro de 2009. Foi membro da Comissão de Gestão Pública da OAB/PR, Conselheira da Diretoria do Conselho da Mulher Executiva (CME) da Associação Comercial do Paraná (ACP), membro do Instituto dos Advogados do Paraná (IAP) e diretora da Fundação Astrogildo Pereira de Estudos Políticos.

Seu trabalho foi pautado na defesa dos Direitos Humanos e na propagação de cultura com o intuito de formar verdadeiros cidadãos. É precursora do Prêmio Internacional Jovem da Paz em Curitiba. Como vereadora, criou a emenda na Lei Orgânica para instituir a Comissão Municipal de Direitos Humanos de Curitiba. Já atuou em missão da paz na Bolívia, em Santa Cruz de La Sierra.

Foi ainda conferencista com participação em missões e eventos no Brasil, Itália, Alemanha e Bolívia. Um dos pontos altos da sua vereança foi contra a corrupção na Câmara de Vereadores de Curitiba. Renata combateu firmemente o caso do ex-presidente da Câmara, João Claudio Derosso (PSDB), após uma série de denúncias envolvendo irregularidades nos contratos de publicidade da Casa.

Entre as atividades desenvolvidas como vereadora em Curitiba destacou-se com o projeto “Cidadão do Futuro”, realizado mensalmente com a participação de estudantes de ensino fundamental e médio de escolas públicas e privadas.

Além disso, no Legislativo Municipal presidiu a Comissão Especial de Direitos Humanos da Câmara e participou das comissões de Legislação, Justiça e Redação, Especial da Copa do Mundo 2014 e foi Relatora de Revisão da Lei Orgânica de Curitiba.

Em quatro anos de mandato como vereadora, destinou mais de R$ 1 milhão para a cultura e educação e criou o Grupo Parlamentar Curitiba/Itália. Articulou o acordo de intercâmbio entre as Universidades Federal do Paraná e a Universidade “Tor Vergata”, de Roma, que viabilizou diversos programas nas áreas de Medicina, Fisioterapia, Educação Física e Direito. Um dos projetos foi o de Codificação de Leis que trouxe uma dezena de professores e estudantes à capital curitibana. As discussões geraram o Seminário “Estudos avançados de codificação municipal – Consolidação das Leis do Município de Curitiba”, que aconteceu na Universidade Federal do Paraná e na sede da OAB/PR. Dentre os homenageados, juristas e professores do Brasil, Argentina e Itália. Idealizadora da Virada Cultural de Curitiba, inspirada na “Notte Bianca” de Roma, Renata é madrinha da Festa Mia Cara Curitiba, em homenagem à cultura italiana no Brasil.

Como já militava na política italiana junto ao Partido Democrático foi convidada pelo ex-senador Edoardo Pollastri, a participar da lista USEI (Unione Sudamericana Emigrati Italiani) para concorrer às eleições ao Parlamento Italiano. Elegeu-se com mais de 20 mil votos como a primeira brasileira nata com dupla cidadania a ter um mandato na Itália.

Uma parte da família da parlamentar – Brustolin é de Nervesa della Battaglia – da província de Treviso, na Região do Vêneto. A outra é proveniente da família Baise, de Vagli Sotto – província de Lucca, na Região da Toscana. Ambas migraram para o país tropical no final de 1800 e início de 1900 participando desta grande história da colonização italiana no sul do Brasil. Sua principal bandeira como deputada ítalo-brasileira é representar os italianos e brasileiros com dupla cidadania que vivem na América do Sul.

Em Roma, no Palácio Montecitorio, Renata Bueno se tornou líder parlamentar no terceiro ano de mandato, quando assumiu a presidência da componente USEI (partido com que a deputada se elegeu, mas que como componente do Grupo Misto da Câmara dos Deputados nasceu em 1 de dezembro de 2015). Ela é também vice-presidente do Grupo Misto e faz parte da Comissão “Affari Esteri e Comunitari”. A defesa dos interesses dos italianos no mundo e dos direitos humanos são suas metas de trabalho.

A Deputada foi nomeada Presidente da Sessão Bilateral Itália-Brasil e foi eleita, por unanimidade, pelos colegas parlamentares da Câmara, como secretária do Comitê Permanente para os Italianos no Mundo e Promoção do Sistema no País, deixando a função em 4 de novembro de 2015. Ela ainda faz parte do Comitê Permanente de Direitos Humanos. Ela é também presidente do Grupo Interparlamentar Itália e Brasil e membro da Comissão das Relações Exteriores. Saiu em novembro de 2015 do Comitê Permanente de Direitos Humanos assim como, em setembro do mesmo ano, da Comissão Parlamentar pela Infância e Adolescência.

Como parlamentar trilha caminhos políticos internacionais, luta pelos direitos das mulheres, é contra o racismo e é a favor que cidadãos condenados sejam transferidos ao seu país de origem para que possam cumprir sua pena perto de suas famílias.

Renata é responsável por um diálogo aberto entre Itália, Brasil e demais países da América do Sul. Ela representa legitimamente a “voz” de cada cidadão que tem na Itália suas raízes.

 

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